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A Terapia dos Aromas

Com o estresse da vida nas grandes cidades, vem crescendo o número de pessoas em busca de tratamentos alternativos que complementem os tradicionais ou que simplesmente auxiliem no bem-estar. É comum o aparecimento de patologias associadas ao desgaste físico e mental e, muitas vezes, tratamentos que remetam ao contato com a natureza podem ser mais eficazes na busca de relaxamento e conforto.

A Aromaterapia é a ciência e, a arte da terapêutica por meio da utilização de substâncias aromáticas naturais, trabalhando o corpo de maneira natural. É uma técnica milenar de terapia baseada em aromas de óleos essenciais, cuja extração da planta é feita de forma a não comprometer suas propriedades naturais, destilados de flores, folhas, casca de árvores e frutas cítricas. Esses óleos são utilizados em massagens, inalação, compressas, banhos e cataplasmas, etc.

A Aromaterapia é uma arte da fitoterapia, que é um conjunto das técnicas de utilização das plantas no tratamento das doenças e na recuperação da saúde. Tanto a fitoterapia quanto a aromaterapia baseiam-se no reino vegetal. A primeira trabalha com a planta em si, onde existem mais de 350 mil plantas catalogadas no mundo inteiro, porém a aromaterapia trabalha apenas com cerca de 300 espécies de plantas aromáticas que têm seus óleos essenciais destilados por trazerem na íntegra todos os seus ativos.

Poder concentrado

Esses aromas quando inalados, chegam ao cérebro, onde passa a liberar substâncias de efeito relaxante ou estimulante. Em contrapartida, em contato com a pele, são capazes de estimular o metabolismo, ativar a circulação sangüínea e fortalecer o sistema imunológico. Ao sentir um determinado odor, a pessoa pode resgatar histórias alegres ou tristes da infância ou de um passado recente.

Uma técnica milenar

Há milhares de anos, alguns povos já utilizavam a aromaterapia como medicina, na religião e na estética. Este tratamento não era conhecido por este nome, mas os princípios já eram os que conhecemos atualmente: extração de óleos essenciais de plantas aromáticas para complementar tratamentos medicinais tradicionais ou para prevenir alguns males.

Existem indícios que há mais de 40 mil anos os aborígines na Austrália, maceravam as folhas de eucalipto para cobrir seus ferimentos, apressando a cura, uma vez que a planta possui propriedades antiinflamatórias que aliviam a dor e reduzem o inchaço.

Os primeiros vestígios documentados da utilização de óleos essenciais foram feitos no Egito, há mais de seis mil anos. Eram principalmente os sacerdotes, que utilizavam a aromaterapia na medicina e em cultos religiosos, como o embalsamento dos corpos.

Além disso, os óleos essenciais começaram a ser utilizados para outra finalidade: o cuidado da beleza do corpo. Cleópatra, a eterna rainha do Egito, já se beneficiava dos efeitos embelezadores dos óleos essenciais para o cuidado da pele e dos cabelos. Já na Idade Média, e com o início das grandes navegações no século XVI, especiarias de diferentes países passaram a ser exportadas para outras regiões. Essas trocas ocorriam especialmente dentro da Europa. Isto proporcionou ganhos à aromaterapia, já que estudiosos dos efeitos benéficos do aroma dos óleos essenciais à saúde e à beleza, ampliaram seu campo de pesquisa e seus conhecimentos sobre o assunto.

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